Anti-capitalismo? Seria bom e necessário imaginar-se quem tem o capital suficiente pra se fazer alguma coisa nesta vida? Quem já nasceu rico? Quem conseguiu através do trabalho árduo por anos a fio juntar dinheiro para passar o resto da vida tranqüilo?
Então a tal da tão propalada mobilidade social não passa de mais um embuste (gostei da palavra, farsa me ficou meio batida...), criado para não mostrar a necessidade de atrelar-se desde cedo ao que algum pilantra com veia humorística chamou de trabalho.
Sim, porque o ser humano que segue sua vocação interior (e que embora minoria, ainda existimos muitos, ufa!) desenvolve uma praxis*, e não vai atrás de um valor monetário que lhe dão indulgentemente no final de cada mês após passar o tempo inteiro alienado e agindo mecanicamente.
Gastar a própria juventude numa atividade externa não é vantagem nenhuma, isso imaginando conseguir juntar algum montante suficiente, sem contar com a carga tributária, com aluguel, com educação, com tudo que se necessita ser pago nesta sociedade. Ser-se um escravo moderno e perder todo o élan revolucionário por causa de dificuldades financeiras inerentes ao mundo externo, à sociedade, a pessoas que nem sabem que você existe e muito menos vão ter compaixão com e por seus problemas.
Sem contar com a farsa do padrão ouro, com os inúmeros golpes financeiros interplanetários, planetários, nacionais, estaduais e municipais, com a variação cambial, com os bancos, com...

Na foto o Leon e o Emiliano, mais uma mulecada globalizada, que espero que possam crescer numa sociedade um pouco mais livre do que a do tio-avô aqui.
Ainda mais com a homenagem forte que fizeram nos nomes dos pimpolhos...
Adendo:
Antes que alguém ache que eu virei monarquista e que vou engrossar as filas da tradição, família e putaria, o regime republicano, democrático e pluripartidário não tem nada intrínseco de mau, assim como toda idéia lapidada de constituição social baseada no potencial humano de concordância. O problema é o que se faz em nome de tais regimes; o problema é todo o poder amealhado pelos comerciantes e a formação de uma casta (em negrito porque os caras são OS mais fodões até hoje...) idem, após a revolução gloriosa na Inglaterra. O problema foi a apropriação do exército e a continuação das políticas de classe na França napoleônica (após o fracasso completo da revolução com a apropriação do poder político pela burguesia); o problema foram uns certos alemães famosos não darem o sustento ideológico necessário para a comuna de Paris; o problema foi o surgimento de uma casta de burocratas e uma casta de dirigentes na revolução "do povo", logo após a guerra civil de 21-22 na Rússia. O problema sempre foi e vai continuar sendo aquele que se alimenta, aproveita e deriva para si mesmo uma idéia em cima de pensamentos alheios.
Um tal de Agostinho que o diga...
*Algum pilantra metido a marxista deve ter desviado todo o conceito da palavra. Quer saber o que é realmente praxis? Vai atrás do termo grego...

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