Friday, December 23, 2011
Tuesday, December 13, 2011
Na opinião do professor Paulo Endo, professor da disciplina “Psicanálise, política e cultura” do Instituto de Psicologia (IP) da USP, a atual polêmica quanto à presença da Polícia Militar no campus Butantã vai muito além de uma mera discussão sobre as maneiras adotadas para combater a violência. “Existe uma questão mais abrangente nisso, que é o fato de que o Brasil ainda é fortemente atravessado por um traçado militar”, explica. “As nossas forças de recomposição do esgarçamento do tecido social e dos conflitos têm um timbre militar. O Brasil é uma exceção no mundo no que diz respeito aos crimes de lesa-humanidade, pois há uma dificuldade imensa em reconhecer que determinadas atrocidades precisam ser estancadas e precisam ser definitivamente paralisadas”. Para o professor, seria impensável em determinados países nas Américas que uma comissão de verdade destinada a desvendar crimes cometidos durantes a ditadura civil-militar estivesse mais preocupada em não constranger os militares do que puni-los pelas atrocidades cometidas. (mais)
Falando em jornalismo...
Victória Cirino
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