(lê e) acredita quem quiser

Wednesday, May 25, 2011

Chegando a completa conclusão de que eu sô prego demais pra blogar no Wordpress, volto com o véio blogspot.
Parece piada, coisa de programa humorístico, novelão mexicano, e é...

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13/05

E quem diria que o partideco dos trabalhadores iria finalmente se livrar de qualquer vestígio de participação popular e entrar com tudo na política institucional?

Grande golpe da elite macro econômica tupiniquim. Até os gringos ficaram perdidos nessa…

A propósito, e falando de política, depois de conseguirem finalmente desmobilizar o movimento agrário-camponês, por meio de falcatruas políticas através da intitucionalização do MST, a elite de Pindorama não tem mais que se preocupar com a mudança de seu status quo. Olimpíadas, Copa do Mundo e toda a dinheirama advinda daí, já estão mais do que garantidas.


P.S. - É tão bom enxergar que os gringos não tem idéia do que estão fazendo, não sabem os que está acontecendo e muito menos tem noção de quem realmente está por detrás deles…


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21/05

Na minha opinião, fechar o campus ainda mais não resolve nada. Pelo contrário, é melhor que se abra, que se ofereçam atividades à população em geral, que se torne o campus mais movimentado principalmente à noite e nos fins de semana.
O fato de pipocarem pedidos por mais polícia, mais câmeras, mais catracas, vem de uma noção militarizante da marginalidade. Não como um reflexo social da desigualdade econômica. O que não quer dizer que não se deva ter nenhuma espécie de policiamento; deve, mas não só ele e nem ele ser o principal fator na segurança (seja do campus ou de qualquer lugar).
Enfim, é ingênuo demais pensar que polícia e aparatos tecnológicos trazem segurança. Trazem, no máximo, repressão, respeito através do medo. Se o campus se tornar um espaço de atividades e de diálogo com a comunidade em geral, pacifica-se, consegue-se o respeito através do respeito -pleonasmo necessário -, tanto da comunidade pelos uspianos quanto dos uspianos pela comunidade.


Paulo Fávari2º not / ECA


Enquanto isso o excelentíssimo Sr. Dr. Governador autoridade supimpa e às pampa inverte a lógica de toda a questão…

— criticou hoje a resistência de parte do Conselho Gestor da Universidade de São Paulo (USP) à presença da Polícia Militar no interior da Cidade Universitária. “Isso é um resquício do período autoritário”, disse. Para o governador, associar o trabalho da segurança pública à repressão é algo que precisa ser ultrapassado. “Estamos vivendo outro momento”, acentuou. —

Pede-se descurpas ao todo-poderoso senhor do cilício pindaibamobiano. Quem somos nós para duvidarmos de sua mais que profunda visão histórica? Nova era bicho, paz e amor.


(escrever vira hábito)


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24/05

Autofagia

Fora todos os partidos, sindicatos…
Pedro Mundim 22/05/2011 23:43

“Fora todos os partidos, sindicatos, e toda forma de aparelhismo…”

Realmente! Todo regime revolucionário que chegou ao poder, aboliu de pronto todos os partidos, todos os sindicatos, todas as associações que não fossem aquelas do grupo que chegou ao poder. Ficou só o “supremo comandante” e seu séquito de puxa-sacos.

Vamos ver se vocês me respondem essas duas perguntinhas:

1) Por que todo regime que se proclama uma democracia participativa termina nas mãos de um presidente vitalício, que não raro dá origem a uma dinastia familiar? Se a gestão direta não substitui os poderes tradicionais da república, o poder executivo não deveria ser também suprimido?

2) Por que o único exemplo bem sucedido de democracia participativa não é nenhum país socialista, mas a arqui-capitalista Suíça, que não tem nenhum presidente ou primeiro-ministro, e é governada por um colegiado de cantões? Não é o caso de pensar ser o socialismo incompatível com a gestão direta?

P/ o Imundim
Colorido 23/05/2011 08:50

Imundinho mô da minha vida;
A Suíça só tem o sistema que tem hoje em dia por causa de várias experiências de democracia direta e poder coletivo no século XIX.
Aprende a dar um pouco mais de importância ao processo histórico, senão você faz feio…


Na verdade o que queria discutir não era a falta de cultura dos neoimperialistas.

Mas escrever sobre pessoas para quem o coletivo humano tem que necessariamente se dobrar e aceitar incondicionalmente suas idéias e ideais.

Escrever que essas pessoas agarram o termo revolução sem entender o que seja uma volta numa roda.

Escrever que essas mesmas pessoas vivem do élan revolucionário alheio.

Escrever o quê sobre pessoas que não são capazes de enxergar outrem?

Escrever sobre pessoas que não são capazes de enxergar o malefício que fazem pra humanidade agindo em nome dela própria?

Escrever sobre pessoas que caem como luva pras argumentações de Olavos, Mundins, Salantinos, Pingos, Zés dos Bonés (isso pra ficar só na fauna do CMI) e todos aqueles que acham a população mundial um mero detalhe técnico em suas vidas.

Escrever o quê sobre pessoas que de tanto insistirem foram transformados em bodes expiatórios pro aparecimento de líderes, führers, duces, generalíssimos, caudillos (d’España con la Gracia de Dios!!!) e o escambau?

Se merecem.


Um (gigantesco) porém; tem uma coisa muito mais trash do que o imperialismo de estado que criaram em cima do nome do Marx e de seus "defensores" mais ferrenhos.

Um negócio chamado anti-comunismo.

Que na essência tinha muito dessas linhas escritas aí em cima. Mas foi criado e montado um aparelho de divulgação e difamação que gastou e mobilizou muito mais energia do que qualquer outra vertente ideológica no último século graças à ação ininterrupta de propaganda política (não só) do κληρος, conseguindo assim tirar do imaginário popular um mundo que não fosse algo polarizado entre duas imagens preconcebidas, construir toda uma idéia de comunidade, de funcionamento social, e acima de tudo criando uma necessidade de repressão mútua em torno dessa ambiguidade.




doeu o fígado.
mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.
eu me acostumei a imaginar e agir desse mesmíssimo jeito boa parte da infância e aborrescência,
e não tinha idéia do que fosse uma volta numa roda.
o punk é conseguir aprender a distinguir o informar do doutrinar...

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